É necessário se atentar há alguns detalhes no manejo do mogno africano para poder cultivar comercialmente a espécie e não impactar na produtividade. Existem atividades básicas que às vezes passam despercebidas pelo silvicultor.

O primeiro erro mais comum é desconhecer a área onde será feito o plantio, isto é, não se atentar para a topografia e os nutrientes presentes no solo. Por isso, é necessário estudar a aptidão da área e analisar o solo do local. Isso identificará a quantidade de insumos necessários e quais ferramentas, equipamentos e métodos de plantio serão os mais adequados para aquela região. Dessa forma, é possível manejar o mogno africano de forma lucrativa.

Já outro erro muito comum no manejo de mogno africano é não capacitar a equipe. O treinamento irá evitar acidentes de trabalho e também, a melhor execução das atividades como abertura de covas na profundidade correta, o plantio das mudas, a poda de forma que não haja a desfolha da muda e a aplicação de adubos sem que haja a queima das plantas. 

Não fazer o correto monitoramento da floresta também é um erro. Muitos imaginam que por se tratar de árvores, basta plantar as mudas e deixar crescer. Mas isso não é verdade. Para o bom resultado da floresta é necessário um monitoramento até o corte final.

E, por fim, o erro mais comum é não desbastar a floresta, ou ainda fazer o desbaste tardio. Ao se adotar o espaçamento de 3 x 2 metros ou de 3,5 x 1,7 metros, há a competição entre as plantas para que elas se desenvolvam mais rápido. Porém, em um determinado momento, a competição se torna intensa podendo ocasionar no autodesbaste, isto é, na morte das árvores.

Por isso, o planejamento é fundamental para evitar erros que comprometem o sucesso do negócio florestal.