Florestas plantadas são plantios com a intenção de recuperar uma área degradada em que já existiu uma floresta natural anteriormente. O termo também faz referência a uma área para cultivar espécies de árvores para fins comerciais, sem necessariamente ser uma área em que já existiu uma floresta natural. Um exemplo de florestas plantadas para fins comerciais são as florestas de Eucalipto, Pínus, Teca, Mogno Africano, entre outras espécies.

Florestas plantadas no Brasil

O mercado de florestas plantadas no Brasil se iniciou há mais de um século, segundo o Sistema Nacional de Informações Florestais (Snif). Tudo começou em 1903, quando Navarro de Andrade trouxe mudas de Eucalipto (Eucalyptus spp.) para realizar plantios nos cerrados paulistas. Essas mudas iriam produzir madeira para dormentes das estradas de ferro.

Nos dias atuais, Brasil se destaca no cenário internacional por suas extensas florestas nativas tropicais e pelas suas florestas com espécies exóticas, com a de Mogno Africano.

Segundo o Relatório Anual 2019 do Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), em 2018, o Brasil registrou 7,83 milhões de hectares de florestas plantadas, mantendo-se praticamente estável em relação ao ano de 2017. Os plantios de Eucalipto ocupam 5,7 milhões de hectares desse total, enquanto as áreas com Pínus somam 1,6 milhão de hectares. Outras espécies, entre elas Mogno Africano, Seringueira, Acácia, Teca e Paricá, representam cerca de 590 mil hectares.

Tendo em vista o cenário dos últimos anos, o mercado de florestas plantadas da espécie Mogno Africano também é considerado de boa rentabilidade. Ademais, no final de seu ciclo é possível alcançar o valor médio até 600 euros cada metro cúbico. Valor que pode variar conforme à dimensão, qualidade das toras e distância do comprador de mercado.

Assim, as florestas, incluindo as de Mogno Africano, são consideradas bons negócios por ter uma alta lucratividade, além de ajudar o meio ambiente evitando o desmatamento predatório de florestas nativas.